É, existem poucos meios realmente eficientes de afundar uma festa, e sem duvida nenhuma o karaoke é um deles. Enumere, faça uma lista, se essa maquina demoniaca não estiver no rol é porque você nunca esteve numa festa com "isso" (leia o "isso" com uma entonação de desprezo).
E quando você pensa que não dá pra fuder mais chega uma "tiazinha" querendo cantar os sucessos do robertão, putz, ja vi muita gente interpretar detalhes, mas nunca alguém assassinar detalhes, com aquela vozinha linda, que segundo ela ja ficou em quase segundo lugar, e depois de algumas cervejas vira quase primeiro, em um concurso de karaoke do baile de debutante da prima da sobrinha da neta de uma amiga que mora la na casa de cacete azul.
Mas ai você pensa, jaja alguém toma essa porra de microfone dessa derrota... realmente fazem isso, mas os seus benfeitores, ou algozes da coroa, são seus amigos e ja estão totalmente embriagados, e pretendem fazer um pout-pourri de "born to be wild" e algum clássico do Nelson Gonçalves, dizendo que ele merece pois era "o boêmio". Ai sim você ve a visão do inferno, aquelas duas disgraças abraçadas tentando ficar em pé, balançando de um lado pro outro e fazendo voz de locutor de rádio no programa dos classicos do melhor idade.
São em horas como essa que você fecha o olho e bebe a primeira coisa com alcool que vê pela frente, é assim que nascem muitos alcoolatras, eles querem fugir da realidade. E depois quem organiza a festa, e tem a brilhante ideia da maquina de karaoke, fica reclamando porque tem tanto bêbado no fim da festa, aposto que se num houvesse aquela "maquinazinha" a quantidade de glicose gasta no fim da festa cairia pra menos da metade.
segunda-feira, 29 de janeiro de 2007
Assinar:
Postar comentários (Atom)
Um comentário:
Concordo completamente com você. Karaokê é invenção do capeta. A única parte que foi legal do karaokê foi quando esses dois malucos que você citou foram cantar Creedence. Eu já disse que um deles ficou em segundo lugar num campeonato de karaokê?
Postar um comentário